terça-feira, maio 30, 2006

AMORES PERROS


"A GRANDEZA DE UMA NAÇÃO PODE SER JULGADA PELO MODO COMO OS SEUS ANIMAIS SÃO TRATADOS" GANDHI



"Então e não é que o sacana do cão do Antunes se aproveitou da paragem que ele fez quando ia de férias para o Baleal para se pôr ao fresco? Diz ele que ainda esperou mais de uma hora, mas nada. E a amizade que ele tinha ao bicho... Sempre me lembro de o ouvir dizer que não havia melhor para levantar perdizes! Estava era velho..."

Gente nojenta! Esta e aquela outra - mais perfumada - que vai aos canis escolher um cachorro para entreter a criancinha que o juiz consentiu que ficasse sob sua guarda aos fins de semana. Nada de mais? E se o canídeo imberbe ficar preso por uma corrente de metro e meio? E se desastradamente entornar a malga da água? E se estiver de pele e osso? E se esta gente também foi para o Baleal? E se foi para a Comporta fazer kitesurf?


ISTO, MEUS AMIGOS, NÃO É O PAÍS PROFUNDO, É A MISÉRIA DESTE PAÍS (OU DESTA NAÇÃO)!!! E NÃO SE ESQUEÇAM DE PÔR A MERDA DA BANDEIRA NACIONAL NO JANELO QUE O MUNDIAL ESTÁ A COMEÇAR: ISSO É QUE É IMPORTANTE!

segunda-feira, maio 29, 2006

Tirar as medidas à vida com colheres de café:

quem se lembraria?


Ele sim.
Eu também.
E você?

Cocteau para "Querelle de Brest" de Genet


And indeed there will be time
To wonder, "Do I dare?" and, "Do I dare?"
Time to turn back and descend the stair,
With a bald spot in the middle of my hair
[They will say: "How his hair is growing thin!"]

(...)
Do I dare
Disturb the universe?
In a minute there is time
For decisions and revisions which a minute will reverse.

For I have known them all already, known them all:
Have known the evenings, mornings, afternoons,
I have measured out my life with coffee spoons;
I know the voices dying with a dying fall
Beneath the music from a farther room.
So how should I presume?


T. S. Eliot, The Love Song of J. Alfred Prufrock (1919)


sábado, maio 27, 2006

Sooooooooooooooooooono

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Era uma sala enorme.
Cheia de pessoas.

Lá estava o vetusto senhor.

E eu...
eu...
estava A-T-E-R-R-A-D-A.


Bla, bla, bla, bla...


O vetusto senhor não disse nada.
Só eu falei.


Quando acabei tinha sono.

Tenho sono.
Mas não vou dormir!


quarta-feira, maio 24, 2006

I can paint my face

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E disse o vetusto senhor:
Bla, bla, bla, bla...


E eu...
eu...
fiquei dilacerada.

E fui dormir.
Dormir, dormir... dormir até 6.ª feira.


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Hello, I love you
Will you tell me your name?

terça-feira, maio 23, 2006

TRISTE FIGURA

E NÃO É QUE O PACHECO ADMIRA O MANEL MARIA?

segunda-feira, maio 22, 2006

Sob o signo do Narciso



O QUE ACHAR DESTE CARA DE CU?

domingo, maio 21, 2006

Se não fosse tão polémico seria consensual


Esperava não gostar, mas gostei.

O casting é razoável, ao contrário do que se diz.
Excepção para a Audrey, que talvez não seja, de facto, uma Sophie convincente.
Sobre o Tom, de quem não gosto, uma coisa a dizer: a idade fez-lhe muito bem!


Não se vá ver o filme esperando que ele conte uma história diferente da do livro nem se culpe o filme pelos disparates do livro (isto para quem ache o livro disparatado).

Como qualquer filme da sua categoria (acção/suspense) faz sentido em certos dias, em certas horas do dia e em certas disposições de espírito. Nada mais.

sexta-feira, maio 19, 2006

My week


De que música é este filme?
De que cenas são este filme?
De que ss (fantástica!!!) é este filme?



Cena Fundamental #1
muito tempo ao telefone causa formigueiro nas orelhas.
mas só quem nunca esteve muito tempo ao telefone é que não sabe o que é formigueiro nas orelhas.

Cena Fundamental #2
por que diabo têm os familiares do defunto de oferecer um banquete aos amigos do defunto?
para que noutra ocasião sejam eles os convidados.


(não gosto do orlando)
(kirsten engraçada, tem dentes de "draculina")

filme, filme, filme.
made my week.

para a semana falo do código.


(uaz de faquingue uique naisse fore iu tu?)


terça-feira, maio 16, 2006

Para o merdinhas, entre outros



Uma pessoa mandou-me esta foto e disse que era a minha cara.
Outra pessoa pediu-me para eu tirar a foto infra ou pôr-lhe um post supra.

Afinal, gostam de fotos?... Não gostam de fotos...?

Que diabo é esta coisa da blogo?

Uma fila de tipinhos, que vão falando uns com os outros, à espera de serem atendidos nas suas pretensões. Ou divertindo-se muito até isso acontecer... noutro sítio qualquer.



Se tás aí à coca responde!

Que chatice! Anda uma pessoa a tentar trabalhar...


domingo, maio 14, 2006

Afeiçoar-se (hoje sinto-me... verde!)

Ela:

Pah... Não sei...
Ele veste mal. O cinto, por exemplo, é de palhinha. Os óculos são de massa a imitar pele de tartaruga e lembram-me uns que eu comprei numa loja de elásticos para cabelo quando era adolescente.
Sempre que vamos jantar fora, vejo-o catar as migalhitas de pão da toalha e metê-las na boca.
Além disso, tem umas mãos feias (e eu que gosto tanto de mãos bonitas!)
Os dentes também são feios. Ainda por cima, ri-se imenso.

A avó dela:

Ri-se imenso? Pah... Fica com o gajo!
He will grow on you.







Or not...

sexta-feira, maio 12, 2006

O comendador joe e a Ministra Isabel


José Manuel Rodrigues Berardo. Madeirense. Fez fortuna em África do Sul. Tráfico de armas? Tem uma colecção de arte moderna e contemporânea de fazer roer os cotovelos (Dali, Picasso, Francis Bacon, etc.). Acabou de fazer mais um negócio da China: acordou com o Governo português a criação de um museu com o seu nome, que ficará sediado no CCB (módulo 3) e cujo acervo será constituído por parte do seu espólio. A gestão do museu ficará a cargo de uma fundação a constituir e na qual seguramente o comendador mandará. Esta brincadeira é por 10 anos!
Isabel Pires de Lima. Completa tonta. Especialista em meter os pés pelas mãos. Não lembraria ao Diabo (por mais sentido de humor que tenha) nomeá-la Ministra da Cultura. O engenheiro deve achá-la gira. Tem alguns amigos espertos - tipo, o Fraústo - que a aconselham de vez em quando para não fazer (tanta) figura triste. Por isso, opôs-se ao negócio.
Alguém sabe o que é o módulo 3 do CCB?

Que makakada


Que makakada

quinta-feira, maio 11, 2006

he's like a tree, he shelters me.



O Novo Mundo
O nome "Pocahontas" não é referido em nenhum momento do filme.


Cá fora dizia-se:
... sempre muito plástico.
... gostei muito.




Ela:
Gostei muito. Mesmo muito.

Mas, de facto, estava exausta do dia e só tinha começado a gostar (a gostar mesmo muito) quando tinha começado, por fim, a compreender.


Ele:
Também gostei muito.
Porém... talvez um pouco conservador.


Ela:
Ai sim? Porquê?


Ele:
Porque ela se conformou. É como disse aquela outra personagem: uma árvore, mesmo despida ou batida, continua a crescer.


Ela:
Aaah... Pois, a mim, ela não me pareceu nada conformista e sim clarividente. Ele passou ao largo das índias sem as ver, como ele próprio confessou. É aí que que ela confirma: a aparente sintonia não era sintonia nenhuma.


E continuaram a discussão.


Gostaram ambos muito do filme.

É claro que nisto das interpretações diferentes é como diz o outro: se eu fosse um objecto seria objectivo; como sou um sujeito, sou subjectivo.

O certo é que o dia correu muito bem.

No jornal, diz-se que o filme é sobre o confronto entre dois mundos.

Ela nem sabia que o filme era sobre a Pocahontas...


segunda-feira, maio 08, 2006

Por ocasião de...


Ele:
Olá! Vim cumprimentar-te.
Não nos víamos... seguramente há mais de 15 dias!!!

Eu:
Pois é... Eh eh eh eh!
E então? Tudo bem?

(Não me lembro do teu nome, mas não faz mal, pois não?)

sexta-feira, maio 05, 2006

Another kind of light...



luz interior...?

quinta-feira, maio 04, 2006

Luz (tipologia)


(A SSSSSSSSSBang-Bang pediu, a SSSSSSSSSBang-Bang tem).



luz por todo o lado, luz para os ceguetas, para os daltónicos e para os desprovidos de talento fotográfico.

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luz de várias cores e de vários tipos.


Há a luz eléctrica (um básico).

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Há a luz do dia (eterna enquanto dura).

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Há a luz nocturna (how low can you go?).

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Eu cá tenho preferência mais pela luz de tipo líquido. Aliás, como qualquer ave de gosto refinado.


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Depois, ainda há os iluminados (é deles o reino dos céus).

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Finalmente, ainda há a chamada luz interior.
Não é para todos. Acontece, por exemplo, quando duas pessoas sentem a vocação do matrimónio.


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(Amiguinhos, esta é para vocês. Até vos dizia onde era, mas só há esta e está reservada para mim).

Codecs

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Indulging oneself
.
Que é como quem diz: laureando a pevide, arejando o tremoço, curtindo larguete.


A sensação não é nova.
Praticamos o indulging oneself sempre que se propicia pois gostamos de estar on the edge.
Que é como quem diz: estar à beira do abismo.


A sensação é familiar.
Estar on the edge é bom porque a visão do abismo é sempre um turn on.
Que é como quem diz: dá pica.


Ter pica é uma sensação conhecida. Sentimo-nos muitas vezes assim.
Ter pica é bom.




Depois, alguém nos diz para olharmos outra vez.

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Xiiiiiiiiiiiii...
Quase nem víamos...

É certo, às vezes não havia som.

SERÁ DOS CODECS?


Oooh!
E isso interessa?

terça-feira, maio 02, 2006

JÁ A MULHER SE QUEIXAVA...




A indústria farmacêutica acabou de pôr no mercado um produto fantástico para a roncopatia (doença dos que roncam como um porco). Trata-se de um vaporizador de aplicação oral, a que sugestivamente se deu o nome de "Silence". Garante-se uma taxa de sucesso de 100% (logo na primeira noite!).

Há de vários sabores (como os preservativos). Não tem contra-indicações (como os preservativos). Quanto à posologia: administrar de cinco em cinco minutos (não como os preservativos). Possível efeito secundário: insónia.


... DA RONCOPATIA DO ALCIDES.

segunda-feira, maio 01, 2006

INSOMNIA

insomnia

Gusmão colocou o cartão "Não incomodar" na maçaneta e fechou a porta. Verificou que era uma da madrugada e telefonou para a recepção a pedir que o acordassem às nove da manhã. Exausto, meteu-se na cama e tentou, em vão, adormecer. Pelas três, pediu à recepção que o pusessem em contacto com Alcides, o seu sócio, a quem precisava de transmitir uma mensagem urgente e que dormia no quarto ao lado. O telefone tocou, Alcides atendeu e, logo de seguida, Gusmão adormeceu.

Afinal, qual era a razão da insónia?